Sobre o medo

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Do que você tem medo?

Eu tenho medo de varias coisas. Desenvolvi meus medos durante a vida, com as experiências que tive. Acredito que com todo mundo seja assim. Quando crianças são poucas as coisas que tememos se pararmos para pensar. Até porque, na mais tenra idade, basta um colo de mãe, ou um abraço do pai, que tudo passa.

Aí passamos a conhecer a vida, os perigos dela, passamos a temer acidentes e etc. Mas os maiores medos, ao meu ver, são aqueles que ferem a alma. Medo de perder alguém que se ama, medo da solidão, medo de se ferir emocionalmente a tal ponto que a dor se torna física. Relacionamentos fracassados podem levar você a ter medo de se comprometer. E seu coração se fecha, a amargura vem.

Mas estas são fases. Nada mais natural querer se proteger depois de se ferir. Nada mais natural que criar barreiras e mecanismos de defesa para se preservar.

Por outro lado, barreiras muito rígidas podem fazer sofrer também. Medo aprisiona. Medo não nos torna nem mais fortes e nem mais fracos. Apenas reclusos. E, se, algo de bom na vida bate à sua porta, te convocando para viver, seu coração fica louco para soltar estas amarras e ser livre novamente, mas sua cabeça tende a apertar ainda mais estes grilhões.

Ninguém quer sofrer. Queremos todos ser felizes. Tudo muda todos os dias e em algum momento a amargura e o medo serão amenizados. E um dia, no momento certo, aquelas barreiras serão dissolvidas e talvez você possa vir a se entregar de corpo e alma a alguém que verdadeiramente cuidará em de você e que não te fará sofrer.

Happy Halloween

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Liberte a bruxa que há em você.

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Acho que todos da minha geração já se fizeram este questionamento. Eu lembro quando em 1996 mais ou menos, usei pela primeira vez o mirc. Fiquei impressionada como era possível conversar com pessoas de vários lugares do Brasíl, lugares que jamais passaria pela minha cabeça visitar. Mas aceitei tudo com naturalidade, como toda aquela geração de adolescentes que achou aquelas novidades algo muito bacana.

Depois veio o icq e a descoberta de que era possível falar com pessoas de todo o mundo. Mensagens instantâneas e o costume de se corresponder por cartas estava acabando. Lembro que antes de tudo isso, aos 13 anos, cheguei a participar de um programa de troca de correspondências do meu curso de inglês que se chamava algo tipo “paper pal”. Com estas novas maneiras de se comunicar, acredito que nem exista mais. E rapidamente a coisa toda foi evoluindo até chegar no que é hoje, falamos com pessoas de todo o mundo, o tempo todo, fazemos parte de redes sociais, estamos sempre conectados, e cada vez conhecendo mais e mais pessoas.

Neste infinito mar de trocas de informações, será que ainda é possível de aprofundar em algum tipo de relacionamento? Se ligar de maneira menos fria e mais emocional através de uma tela fria de computador?
Glória Perez já havia cantado esta pedra naquela novela Explode Coração como devem se lembrar. Mas aquilo era novela. E você, na sua vida real, de mero mortal, quantos amigos “virtuais” tem?

Claro que muitos tem uma enorme dificuldade de confiar neste tipo de relacionamento. Pois a tela de certa maneira nos protege, e é preciso ter cuidado com o que está do outro lado. Nunca se sabe. A internet te dá a possibilidade de se esconder e de criar o personagem que bem entender. Mas por outro lado, existem pessoas que estão fisicamente do seu lado e usam máscaras. E de repente você descobre que não conhece esta pessoa de fato. Ela te magoa e mostra que no fundo não tem o menor respeito e consideração por você.

De minha parte, posso dizer que já fiz amigos incríveis na rede. E outros nem tanto.
Por exemplo, uma amiga muito querida minha, que é quase uma irmã para mim, eu conheci em um fórum do Iron Maiden. O que a princípio nos unia, apesar da distância era esse interesse em comum. Aí fomos conversando e descobrimos que, inclusive apesar da diferença de idade, somos parecidas em muitas coisas e com isso a amizade foi se desenrolando. Por duas vezes ela foi me visitar quando mais precisei de um ombro amigo, e assim nossa amizade se estende por anos, sabendo que mesmo não estando presente fisicamente podemos contar uma com a outra. Pois seja como for, conseguimos nos fazer presentes e nos preocupamos de fato uma com a outra.

Isso se chama empatia. Quando dois seres compartilham do mesmo modo de ver a vida, dos mesmos ideais, dos mesmos valores.

Já conheci gente que se dizia minha amiga, mas que vim a descobrir que estava apenas se aproveitando da minha boa vontade. Não só na internet como na vida “não virtual”. Entendem onde quero chegar?
Não é porque é a “famigerada internet” que é mais difícil ou fácil de fazer ou manter uma amizade, e sim porque pessoas quando são mascaradas, assim o são dentro e fora da rede.

Considero, que todas essas ferramentes que dispomos hoje para relações sociais facilitam em muito o contato com pessoas de todos os tipos. Interessantes ou não, verdadeiras ou falsas, interesseiras ou simplesmente abertas à novas amizades.

E sobre apaixonar-se? Muita gente se apaixona por este meio. É claro, que sem ter um primeiro contato frente a frente com a pessoa, a imaginação pode tomar conta e se cria toda uma fantasia sobre aquele ser maravilhoso que conversa contigo tão freqüentemente. Mas veja bem, será que se o tivesse conhecido em outras circunstâncias não fantasiaria da mesma forma?

Eu acredito que sim. Pois no fundo somos todos seres que precisam de magia no dia-a-dia, por mais que alguém afirme que não. Todos, sem exceção, queremos ser felizes – isto sem contar que nós mulheres crescemos ouvindo contos de fadas, e todas queremos encontrar o tal príncipe encantado.

Mas numa boa, príncipe encantado não existe. Somos humanos e erramos todos. O ideal é conseguir encontrar alguém que se pareça com você, alguém com quem conversar, alguém que te desperte boas sensações, que te ponha um sorriso no rosto, que te faça sentir borboletas voando em seu estômago. Se tiver alguém que te faça sentir assim todos os dias, sinta-se um felizardo. Pois se tiver isto logo de cara, o resto todo é consequência.

Ninguém pode afirmar que duas pessoas ficarão juntas para sempre. É difícil saber. Pois tem pessoas que se apaixonam, se jogam no relacionamento com tudo e quando o efeito da paixão passa não conseguem transformar o sentimento em amor. Porque falta amizade. Amizade é a base do amor. Tendo amizade, as coisas evoluem de maneira tranquila, e assim as borboletas têm mais chances de viver mais tempo batendo asas em seu estômago. Mas para isso é importante não se acomodar no relacionamento. Fazer surpresas, pequenas viagens românticas juntos e assim por diante… – mas isto é assunto para outro artigo.

O que quero dizer é: sim, é possível se manter uma amizade à distância e a internet é uma ferramenta que facilita o contato. É preciso ter cuidado e usar de muita sinceridade nas suas atitudes para poder cobrar sinceridade de seu interlocutor também. Mas, veja bem, sinceridade não é entregar sua vida (como endereço, cpf, telefone, conta bancária, número do cartão de crédito e senha) para a primeira pessoa que aparecer, e sim, ser honesto e jamais brincar com os sentimentos de ninguém.

Compreendem que, se olhar bem, tudo o que disse serve para a vida não virtual também? Isto porque, empatia e sintonia, não são coisas palpáveis, físicas. São como bons sentimentos. Sabemos que existem. Sentimos. Os vivemos. Mas não podemos vê-los, nem tocá-los.

verdade é que a proximidade não se conquista apenas geograficamente – muitos de nós somos de natureza nômade – mas se conseguirmos tocar o coração de alguém, não tem tempo e nem distância que separe.

Reflexões

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I don’t get it.
Simplesmente não entendo. Mesmo. Queremos tudo, ao mesmo tempo, sempre. Como se tudo nos fosse devido, quando na vida absolutamente nada esta sob o nosso controle. Ilusão pensar o contrário. Não somos donos de ninguém, melhor do que ninguém, e nossos egos são apenas como um grande tumor contra o qual necessitamos lutar a vida toda, se quisermos ser seres melhores.

Somos humanos. E ser humano é ser uma criatura incrivelmente complexa e ao mesmo tempo patética. Seres patéticos sim. Pois permitimos que os sentimentos mais mesquinhos e cretinos movam nossas vidas, nosso cotidiano. Ou tem coragem de afirmar que nunca comete erros? Vai ter a coragem de dizer que nunca sente inveja? Nunca se sentiu superior a alguém?

Nós não somos absolutamente nada. Somos destruidores, consumidores, oportunistas e aproveitadores. Somos todos como parasitas, sugando todo o qualquer recurso que este planeta – nosso único lar – tem para nos oferecer, e destilando nossos venenos nas vidas alheias e nossas próprias vidinhas medíocres.

Quanto tempo perdido com sentimentos inferiores. Discórdias tolas, discussões cretinas. Somos tão tolos que não ficamos contentes em simplificar nada. Não, o negócio é complicar. Afinal, para que facilitar a vida de alguém, ou a própria vida? Alias, nunca estamos satisfeitos com o que temos.

Quando vamos aprender a exercitar a compaixão? Quando entenderemos que nossa única e exclusiva missão nesta vida é a evolução? Evolução que nos leve a deixar de sermos seres humanos simplesmente e sermos seres melhores. Tornar a vida simples, apreciar as coisas pequenas. Olhar o lado positivo das coisas, trabalhar com o que se realmente gosta. E se não puder trabalhar com o que gosta, ter amor ao trabalho que te alimenta. Apreciar a chuva que cai, agradecer a possibilidade de ter um teto sobre as cabeças para se abrigar. Agradecer pela saúde que temos e lembrarmos sempre que tem sempre alguém sofrendo muito mais do que você poderia suportar.

Pois a vida é curta e nela, tudo, absolutamente tudo passa. A única coisa possível que levaremos desta vida não será prestígio, nem dinheiro, nem vaidade. Apenas a serenidade de ter feito o melhor, da maneira mais simples, sem ter perdido tempo com conflitos tolos que nós mesmos nos impomos.

Meu único e verdadeiro sonho é encontrar a paz e serenidade nos meus dias, ainda nesta vida.

“Dust in the wind, all we are is dust in the wind”

Aline

Aline

Estréia hoje depois de A Grande Família a nova série da Globo, Aline.
Pelo o que eu pude ver até agora nos teasers, a série baseada nas tirinhas de Adão Iturrusgarai,  tem uma pegada jovem e cômica, tratando de maneira leve e divertida os conflitos do dia-a-dia, mesmo que algum deles sejam totalmente inusitados.

A história é mais ou menos assim:

“Otto ama Aline e é amigo de Pedro. Pedro ama Aline e é amigo de Otto. “Ela ama os dois. E eles se completam!”, assim simplifica Maria Flor, atriz que interpreta Aline, personagem que dá nome à série. Na história, ela mora com Otto e Pedro, vividos na série por Bernardo Marinho e Pedro Neschling, respectivamente.”

O clipe abaixo mostra bem o clima da série, e me faz lembrar bastante das séries européias direcionadas para o público jovem que eu assistia na minha temporada na Itália. É a Globo mais uma vez mostrando sua capacidade e qualidade nas suas produções.

Reparem como Maria Flor é linda, antenada e cacheada. ;)

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