Acho que a maioria de vocês já sabe que deixei a terra da pizza e voltei para o Brasil, mais especificamente para a Cidade Maravilhosa. Passar dois anos e meio (quase 3) la fora foi bom sob alguns aspectos, mas como já diria Judy Garland ( a mãe da Lisa Cachaceira Minelli) em O Magico de Oz, “Nada melhor como o nosso lar”.
Principalmente quando se volta pra casa bem acompanhada pelo homem que amo, reencontro minha família, meus amigos, e revejo essa cidade linda. Cidade que continua Maravilhosa, ainda que abalada pelo problema da dengue e da violência que todos nos já conhecemos, mas não pretendo entrar nesse mérito.
Nesses quase dois meses muita coisa já aconteceu. Já re-visitei, acompanhada pelo meu noivo, alguns dos mais importantes pontos turísticos do Rio de Janeiro, me maravilhando de rever tanta beleza apesar dos pesares. Sim, o Rio de Janeiro continua lindo.
Um dos momentos mais bacanas porém, foi ir dar um oi pro Redentor. Subimos o Corcovado com uma van turística, que primeiro nos levou até o mirante Dona Marta, de onde é possível ver toda a cidade. Existe também a opção do trem do corcovado que parte de uma estacão que fica no Cosme Velho e segue pela estrada de ferro do corcovado fundada por D. Pedro II em 1884. Seguir por este caminho também é uma boa. Com ele se faz um passeio ecológico, pois a estradinha de ferro corta a maior floresta urbana do mundo, a Floresta da Tijuca. A única desvantagem, que nos fez decidir pela van, é que o tremzinho não para nos mirantes para que se possa admirar a cidade de ângulos diferentes.

Pão de Açúcar visto do mirante Dona Marta
O dia tava meio nublado infelizmente, mas isso não diminuiu nossa admiraçao ao olhar esta vista. Saindo da li fomos levados até os pés do Cristo Redentor, onde era preciso pagar 13 reais de ingresso, para que uma outra van nos levasse mais acima, ou seja, até os elevadores e escadas (rolantes ou não) usados para chegar efetivamente ao Cristo.
Chegando la, estávamos literalmente dentro de uma nuvem. Estava tao encoberto, que mal se conseguia ver o rostinho Dele (pra ser sincera, não dava pra ver nada):

Cristo Redentor escondido pelas nuvens
Mas porque o Cara é muito bacana com a gente, ele mostrou seu rosto por alguns segundos. Segundos estes recebidos por muita comoção pelo publico que estava ali para vê-lo, por mim e pelo noivo da ruiva que vos fala.

Ele é ou não é o Cara?
O que posso dizer? Eu só tinha muito o que agradecer mesmo, afinal Ele nunca me deixou na mão. E não nos deixou na mão, nem quando quisemos ver o rosto dele. Não quero parecer uma daquelas carolas, ratas de igreja (nada contra). Ou uma daquelas pessoas que ficam dando sermoes e tentando converter os outros. Respeito a tudo e a todos, religião, gosto, raça, cor, time de futebol, opção sexual, status social e afins. Nada disso tem importância. Tudo isso é besteira. O que vem primeiro é o sentimento que faz a humanidade caminhar (mesmo que aos trancos e barrancos por nossa própria culpa), o amor Dele por nos. Senão não estaríamos aqui hoje. E nem conseguiríamos nos levantar cada vez que a vida nos desse uma rasteira. Temos mais é que agradecer por estarmos vivos. E esse cara ai, sabe do que to falando:

Mendigo rezando aos pés do Cristo Redentor
……….
P.s.1: Este post foi meio diferente das tosqueiras habituais, eu sei. Mas esperam que tenham gostado. Continuaremos em breve com a nossa programação normal.
P.s.2: Ah já ia esquecendo! No corcovado quem abriu os braços não fui eu! Mas sim um monte de turista que adora um clichêzinho. Cadê a criatividade, minha gente???
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