Brasil
Não seria bom viver em um mundo sem vaidade?
Jul 8th
Dias atrás, assistindo tv com meu amor, vimos uma propaganda que nos chamou a atenção. Se trata da nova campanha da Boticário, aquela famosa empresa de cosméticos. É indiscutível a qualidade de seus produtos e as suas campanhas publicitarias são sempre excelentes e criativas (pelo menos em sua maioria), mas não pretendo entrar nesse mérito. Indiscutível, também, é o envolvimento com responsabilidade social que a empresa tem.
Foi justamente por isso que, o que me chamou a atenção, foi a maneira como um assunto foi abordado.
Como todo sabemos, o tema principal das empresas de cosméticos é a beleza. E diferentes (e criativas) maneiras de abordar esse assunto é o que faz vender. Em um país como o nosso, em que a diversidade é tao evidente, por sermos frutos de uma linda mistura de muitas etnias, é simplesmente loucura tentar estabelecer um determinado padrão de beleza. No entanto isso tem sido feito há anos.
Para perceber isso, basta olhar pra trás. Até a década de 80 mais ou menos, existiam padrões de estética e moda que eram praticamente regras impostas pela sociedade.
Anos 20, 30, 40, 50, etc… cada década com sua moda, penteados, maquiagens. Praticamente uniformizados. Se alguém se vestisse ou se penteasse de forma diferente, logo era visto com desprezo, ou recebia algum título depreciativo. Isso sem falar da cor da pele.
Todos esses padrões foram importados para o nosso pais. E como se já não bastassem os problemas que já temos por causa dos anos de exploração que sofremos, tivemos que nos preocupar ainda com nossas aparências.
Quando criança, nos anos 80, sofri com preconceitos por ter o cabelo encaracolado e não liso como a maioria das crianças. Quando todas queriam se parecer com a Xuxa ou com a Barbie, ou seja, ser loirinha de olhos azuis e cabelos lisos é que era bonito.
Se você tivesse cabelos encaracolados e cheios como os meus e sardas no rosto, você poderia se tornar o alvo de piadas das outras crianças.
Alto ou baixo, magro ou mais cheiinho, usar óculos ou botinhas ortopédicas, usar aparelho nos dentes, ter uma pele de cor diferente, ter espinhas, ter cabelos crespos ou vermelhos, qualquer coisa que nos tornasse diferentes de outras pessoas poderia ser motivo de chacota. E com isso complexos e infelicidades se criam. A vitima das piadinhas passa a ter complexos e chega a se odiar por ser diferente.
Apenas nos últimos anos que este quadro começou se modificar. Ainda lembro quando lançaram o primeiro produto para cabelos encaracolados e diziam na propaganda da Seda que não sei quantos por cento das brasileiras tinham cabelos encaracolados ou afro. Eram os primeiros produtos leave-in que valorizavam os cachos e a diversidade da beleza da mulher brasileira.
E a tendencia atual é essa. Valorizar a diversidade. Ensinar às pessoas que é bom ser diferente. Ensinar aos seres humanos a não se sentirem ameaçados pelo que não conhecem. Mostrar que cada um de nos é bonito à sua maneira e que feio mesmo é ser mesquinho, preconceituoso, egoísta e ter desprezo por outro ser humano.
O filme da Boticário se chama “Acredite na Beleza”. E poderia ser um filme muito bacana com uma mensagem sensacional, se tivesse sido trabalhado melhor. O filme é ambíguo e pode ser interpretado de uma maneira completamente errada. Quando o assisti pela primeira vez, fiquei chocada. Assista:
Durante o filme uma voz feminina faz perguntas que faço questão de responder.
P:- Não seria bom viver num mundo sem vaidade? Em um mundo, onde a imagem não tivesse importância?
R: Sim, seria perfeito. Seria maravilhoso se dessemos mais importância a valores esquecidos como amor ao próximo, compaixão, dignidade, decência, respeito. Por que valorizar a imagem em um mundo cheio de dor e sofrimento?
P:- Um mundo onde a beleza não fosse valorizada?
R: Respondo essa com uma outra pergunta. Por que não valorizar o que cada um de nos tem de bom para oferecer, além das aparências?
O filme termina respondendo: “Não, não seria. Acredite na beleza.”
Eu acredito na beleza, não me entenda mal. Sou mulher, sou vaidosa, mas isso não significa que eu de mais importância a essas frivolidades do que ao meu caráter, aos meus valores, minha família, meus amigos, meus sentimentos.
Eu acredito na beleza. Mas acima de tudo acredito na diversidade. Na beleza de cada um. Não importa a cor dos teus cabelos, o seu peso ou a sua altura. Pra mim importa o que vem de dentro, do seu coração.
Devo lembrar que intolerância em relação à diversidade (étnica, religiosa, de opinião, etc…) até o momento só gerou conflitos e guerras?
Eu acredito que a beleza que você tem dentro resplandece no seu exterior. Todos nos vamos deixar esse mundo um dia. Nenhum de nos vai ser jovem e “bonito” para sempre. E o que vamos levar dessa vida conosco? A felicidade e serenidade de quem se aceita e esta bem consigo mesmo e com seus semelhantes, ou os complexos e inseguranças (e o silicone) impostos pela sociedade?
No Corcovado, quem abre os braços…
Apr 29th
Acho que a maioria de vocês já sabe que deixei a terra da pizza e voltei para o Brasil, mais especificamente para a Cidade Maravilhosa. Passar dois anos e meio (quase 3) la fora foi bom sob alguns aspectos, mas como já diria Judy Garland ( a mãe da Lisa Cachaceira Minelli) em O Magico de Oz, “Nada melhor como o nosso lar”.
Principalmente quando se volta pra casa bem acompanhada pelo homem que amo, reencontro minha família, meus amigos, e revejo essa cidade linda. Cidade que continua Maravilhosa, ainda que abalada pelo problema da dengue e da violência que todos nos já conhecemos, mas não pretendo entrar nesse mérito.
Nesses quase dois meses muita coisa já aconteceu. Já re-visitei, acompanhada pelo meu noivo, alguns dos mais importantes pontos turísticos do Rio de Janeiro, me maravilhando de rever tanta beleza apesar dos pesares. Sim, o Rio de Janeiro continua lindo.
Um dos momentos mais bacanas porém, foi ir dar um oi pro Redentor. Subimos o Corcovado com uma van turística, que primeiro nos levou até o mirante Dona Marta, de onde é possível ver toda a cidade. Existe também a opção do trem do corcovado que parte de uma estacão que fica no Cosme Velho e segue pela estrada de ferro do corcovado fundada por D. Pedro II em 1884. Seguir por este caminho também é uma boa. Com ele se faz um passeio ecológico, pois a estradinha de ferro corta a maior floresta urbana do mundo, a Floresta da Tijuca. A única desvantagem, que nos fez decidir pela van, é que o tremzinho não para nos mirantes para que se possa admirar a cidade de ângulos diferentes.

Pão de Açúcar visto do mirante Dona Marta
O dia tava meio nublado infelizmente, mas isso não diminuiu nossa admiraçao ao olhar esta vista. Saindo da li fomos levados até os pés do Cristo Redentor, onde era preciso pagar 13 reais de ingresso, para que uma outra van nos levasse mais acima, ou seja, até os elevadores e escadas (rolantes ou não) usados para chegar efetivamente ao Cristo.
Chegando la, estávamos literalmente dentro de uma nuvem. Estava tao encoberto, que mal se conseguia ver o rostinho Dele (pra ser sincera, não dava pra ver nada):

Cristo Redentor escondido pelas nuvens
Mas porque o Cara é muito bacana com a gente, ele mostrou seu rosto por alguns segundos. Segundos estes recebidos por muita comoção pelo publico que estava ali para vê-lo, por mim e pelo noivo da ruiva que vos fala.

Ele é ou não é o Cara?
O que posso dizer? Eu só tinha muito o que agradecer mesmo, afinal Ele nunca me deixou na mão. E não nos deixou na mão, nem quando quisemos ver o rosto dele. Não quero parecer uma daquelas carolas, ratas de igreja (nada contra). Ou uma daquelas pessoas que ficam dando sermoes e tentando converter os outros. Respeito a tudo e a todos, religião, gosto, raça, cor, time de futebol, opção sexual, status social e afins. Nada disso tem importância. Tudo isso é besteira. O que vem primeiro é o sentimento que faz a humanidade caminhar (mesmo que aos trancos e barrancos por nossa própria culpa), o amor Dele por nos. Senão não estaríamos aqui hoje. E nem conseguiríamos nos levantar cada vez que a vida nos desse uma rasteira. Temos mais é que agradecer por estarmos vivos. E esse cara ai, sabe do que to falando:

Mendigo rezando aos pés do Cristo Redentor
……….
P.s.1: Este post foi meio diferente das tosqueiras habituais, eu sei. Mas esperam que tenham gostado. Continuaremos em breve com a nossa programação normal.
P.s.2: Ah já ia esquecendo! No corcovado quem abriu os braços não fui eu! Mas sim um monte de turista que adora um clichêzinho. Cadê a criatividade, minha gente???
“Homenagem” tardia ao carnaval
Feb 8th
Não, amiguinhos, não degenerei. Sou carioca sim, mas continuo de-tes-tando carnaval. Sumi, mas não foi pra pular carnaval não, mas é porque eu to super atarefada.
Enquanto ta todo mundo doido pra pular, suando, fedendo, tirando foto com aquela cara cheia de manguaça, e ouvindo aquelas musicas do capeta, eu fujo pra outro lado, me escondo se puder e coloco um heavy metal no ultimo volume (não, gente, não sou crente. Pensou que fosse né? Até assustou!! Mas musica do capeta pra mim é axé e samba mesmo.)
Então, só vim postar, bem rapidinho, um trecho muito bom da peça “Nois na fita” (ou Is we in the tape, como diria Fabio Centenaro) com os comediantes Leandro Hassum e Marcius Melhem. A peça inteira é genial. Vale à pena.
Virei fã!
Ma oeeeeee!!
Jan 14th
Passar dois anos fora do Brasil, pode te causar alguns sérios problemas mentais. Se tinha uma coisa que eu achava tosco demais, mas que assistia com a minha vozinha, pra agradar ela, era o SBT. Tio Silvio Santos e seus bordões, Celso Portiolli e até a tosca “gonorante” da Carla Perez, naquela porcaria de programa que não lembro mais o nome, eu assisti. Sem falar das novelas mexicanas, tipo a “Usurpadora”, que confesso ter assistido amarradona. Meu passado me condena, eu sei, mas tudo bem, ta na moda gostar de tosqueira mesmo, e eu me amarro.

Toda essa enrolação pra dizer que ando com saudades de ouvir um “ma oooeeeeeeeee!” ou da inconfundível risadinha “Ha-Hai-Hi-Hi, Vem pra cá! Vem pra cá!“. E o microfone gigante no peito? E a musiquinha “Silvio Santos vem ai! La la la la la la“?
Vamos combinar, não tem coisa mais linda! Não tem coisa mais clássica!
E como eu sei que não sou a única fã do cara que fez (ainda faz?) a alegria da garotada idosa dos domingos à tarde, resolvi postar aqui algumas de suas frases mais célebres (graças ao meu amiguinho Fanny do Fanny in box que me passou o link do wikiquote):
- * “Quem quer dinheiro?”
- * “Meus colegas e minhas colegas de trabalho”.
- * “Sera-m que você vai ganhar a casa-m?”
- * “Ha-Ha-Hi-Hi, Vem pra cá! Vem pra cá!”
- * “Ma-mas você é da caravana de onde-m?”
- * “Está certo disso?”
- * “Posso perguntar?”
- * “oooooooooooooooeeeeee”
- * “Sai pra lá, sai pra lá”
Quanta alegria, não é minha gente?
Pra saber mais sobre o tio Silvio, clique aqui!
Alias vocês sabiam que o nome dele na verdade é Senor Abravanel? Eu não sabia! Mas que fã relapsa eu sou!










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