Comportamento
Amores à distância: como não morrer de saudades?
Aug 5th
Eu já abordei o tema Amizades à distância por aqui. Elas são possíveis sim, e a internet facilita a manutenção dessas amizades. Mas e amores? Estes sim, são muito mais difíceis. Mas ainda assim tem que se apaixone e, mesmo morando tão longe, quase morrendo de saudades, faz o namoro valer a pena.
Como explicar isto tudo? O que faz alguém se apaixonar por outro alguém que vive tão distante de si? Chega a ser engraçado querer tentar explicar, racionalizar, coisas do coração. Mas vamos lá.
É mais simples do que parece. O problema da maioria das pessoas é confundir atração física com amor. E muitas se deslumbram com possíveis contos de fadas.
Apesar de ter a certeza de que contos de fadas não existem, acredito que, nesta vida, é possível ter momentos maravilhosos sim, como sonhar acordados. Mas é preciso saber reconhecer estes momentos preciosos que muitas vezes passam desapercebidos. Porém, este é um assunto para mais tarde.
Na verdade, um amor daqueles para a vida toda, deve ser construído no dia-a-dia do casal. Qualquer relação pede maturidade e confiança, independentemente de como ela se inicia. Cada vez mais sabemos de casos de pessoas que se conhecem em algum tipo de chat/ rede social, trocam ideias, vão se conhecendo, e quando percebem, sentem uma vontade avassaladora de estarem juntas. Como a tecnologia é uma coisa super bacana e “encurta distâncias”, é claro que uma webcam sempre auxilia para aumentar ainda mais a vontade de estar juntos.
O interessante disso tudo, é que, se ambos forem sinceros um com o outro, passam a conhecer bastante um ao outro, pois a base de qualquer relacionamento é a amizade, a conversa, a troca de ideias.
Mas quando quando esta amizade vira amor? Difícil saber, mas acontece. Posso citar pelos menos dois casos que conheço:
O primeiro deles, aconteceu com uma amiga minha de infância. Ela cursava alemão e pelo antigo icq (antes mesmo do msn ter seu uso tão difundido) começou a conversar com este rapaz. Ela namorava um outro rapaz e o seu intuito era mesmo aprimorar a lingua alemã que estava aprendendo. Aconteceu que o tal alemão se apaixonou por ela, pela pessoa que ela é, mas como sabia que tinha um namorado nunca disse nada.
Quando soube que ela havia terminado o relacionamento, não pensou duas vezes e simplesmente apareceu de surpresa na casa dela, aqui no Brasil. Ela se assustou a princípio, mas acontece que depois de idas e vindas, um para ver o outro, casaram-se e estão até hoje juntos. Ela se casou em 2004 ou 2005, não lembro bem. Mas se amam e estão felizes juntos.
Segundo caso: Casal de amigos meus muito queridos. Se conheceram também em um chat, se tornaram amigos, e anos depois as conversas se intensificaram, um foi se interessando pelo outro e eis que estão namorando tem cerca de 1 ano. Claro que é um caso mais simples (ou menos complicado) já que os dois moram no Brasil, cerca de 500km um do outro.
Contei toda esta história, para dizer simplesmente que sim, o amor, mesmo que distante existe e é possível. Quando duas almas afins se encontram, seja como for, e se percebem em sintonia um com o outro, vibram na mesma frequência, o amor pode nascer sim. Como aquela questão que mencionei no artigo sobre “Amores Platônicos“.
Mas amores assim não devem ficar apenas no platonismo. Merecem crescer e atingirem sua plenitude com o contato físico sim. Pois, apesar do amor não ser algo material e tangível, a consolidação dele pede o toque da pele, o beijo, o abraço, o aconchego e a relação sexual como consequência do desejo perfeitamente natural.
Pois amar alguém nada mais é que o admirar de uma forma sublime, é algo que transcende qualquer distância. Supera qualquer obstáculo. Mas tornar este amor real requer proximidade. É preciso tomar a coragem de sair do virtual. É necessário criar a coragem, dar o primeiro passo, ir em busca do outro como for possível. Arriscar ser feliz.
E depois deste primeiro passo, é preciso ainda mais maturidade e confiança; para aguentar as saudades, para não criar neuroses, para viver uma relação da maneira mais saudável possível. E se tiver de ser, ficar juntos para sempre. Porque não? Se for um amor para toda a vida, desses que desejamos tanto viver, que assim seja.
É permitido sonhar sim. Sonhar é lindo, nos faz feliz. Mas ter os pés no chão, para e correr atrás da realização dos sonhos é ainda mais bonito.
Confesso que ainda não sei como morrer de saudades. Não sei mesmo. Mas é preciso aprender, por mais difícil que seja, pois quando chegar o momento do (re)encontro, tenho certeza de que tudo valerá a pena.
“De tudo, meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor ( que tive ) :
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.”
Soneto da Fidelidade – Vinícius de Moraes
Pour vous, mon amour, Miguel.
Quando nos tornamos mais seletivos
Jun 23rd
É um processo natural da vida. Conforme amadurecemos, nos tornamos inevitavelmente mais seletivos em tudo na vida. Quase como um instinto de auto-preservação.
A adolescência é a fase da experimentação. A infância também, mas na adolescência a coisa se aprofunda. Queresmos ser adultos logo sem ter a maturidade para a coisa toda e vamos indo aos tropeços experimentando situações, amizades, baladinhas, tribos, turmas, estilos, quase nos perdemos no meio de tanta informação, um mundo inteiro ainda pra se ver, entender, conhecer, aprender.
Claro que, ao nos tornarmos adultos o aprendizado continua. Sempre existe alguma coisa para aprender, isso é fato. Até o fim da vida, e quiçá além dela.
O fato é que ao amadurecermos nos tornamos mais seletivos com as coisas que desejamos viver e/ou manter em nossas vidas. Sentimos a necessdade de mudanças, de términos de ciclos. Recomeços. Novos começos.
A vida é feita de idas e vindas, nada é linear. Apenas o aprendizado de quem se dispões a evoluir que é crescente, mas além disso, todo o resto é cíclico, cheio de curvas, idas e vindas, altos e baixos, zigue-zagues, linhas tortas… Muita confusão até que comecemos a no encontrar e, nada mais natural que nos perdermos no meio do caminho vez ou outra.
Nos tornarmos seletivos faz com que toda essa confusão ao menos se amenize. E faz bem.
Não é nenhum absurdo que você se dê conta, em um determinado momento da vida, de que aquele trabalho já não te satisfaz mais. Você começa a pensar em maneiras de investir seu dinheiro, mudar de emprego, abrir ou próprio negócio, ou até mesmo mudar de profissão começando uma nova faculdade (nunca é tarde!).
Deixar de frequentar certas baladas, porque elas já foram ótimas, você não tem nada contra quem vai, mas simplesmente já não te atrai mais aquele tipo de coisa. Deixar de ir a lugares que não te agradam e você só vai porque os amigos dizem que é cool ir lá. Selecionar melhor os lugares que frequenta é um bem que se faz a si mesmo. Afinal, quando você sai para a balada, a prioridade deve ser se sentir bem, se divertir. Status social é pura besteira e não traz bem estar real a ninguém. O que faz bem é fazer o que se gosta de verdade!
Uma amizade que não está mais dando certo, por exemplo. Fim de amizades acontecem sim. É triste claro, pois a gente acha que vai levar aquele amigo para o resto da vida, mas nem sempre é possível. Não que você tenha que cortar relações com aquela pessoa querida (óbvio que não), mas afastamentos por incompatibilidades acontecem de maneira mais freqüente que imaginamos. Isso não tem absolutamente nada a ver com descartar uma pessoa (até porque, se eu afirmasse isso estaria sendo incoerente com meus próprios textos e pensamentos), e sim permitir que ela siga o seu próprio caminho e você siga o seu, sem qualquer ressentimentos e podendo perfeitamente em um futuro (próximo até), sentar em um bar e contar as novidades um para o outro. É normal e faz parte do ciclo da vida, mes amis. Incompatibilidade de opiniões não é o motivo para desgastes e rancores mútuos!
O mesmo serve para relacionamentos amorosos. Pode acontecer do amor acabar e de vocês descobrirem que se dão melhor como amigos. E aí decidirem por cada um seguir seu caminho, mas levando no coração o carinho por aquela pessoa que passou por sua vida. Faz parte do amadurecimento. Não estou dizendo que precisam virar os melhores amigos do mundo, viverem grudados, porque aí daria no mesmo continuar juntos. Falo sobre cada um seguir seu caminho sim, e um dia, quem sabe, quando a mágoa passar, se encontrarem e conversarem sobre o que cada um fez da vida, os sonhos que realizou e etc.
Enfim, o que quero dizer é que, muitas vezes é necessário abrir mão de alguma coisa para alcançarmos nossa felicidade e evoluirmos um pouquinho que seja… Nem que seja abrir mão do próprio orgulho para ir em busca da felicidade, ir atrás daquela pessoa que te faz falta, dizer a alguém que sente saudades e que o ama.
Tudo é uma questão de selecionarmos aquilo que é melhor para nós. Parar de se violentar, dar um basta à auto-sabotagem. Ser seletivo não é defeito. É um bem que faz a si (Mas tudo com moderação, s’il vous plaît).
Bulimia e Anorexia no mundo da moda
May 28th
A ideia é que a modelo seja como um cabide. E é o que elas efetivamente são. Menos que cabides, arriscaria dizer, pois aqueles cabides que tem forma feminina tem mais corpo que elas. Elas são como palitinhos.
Todo mundo sabe que existem anoréxicas e/ou bulímicas no mundo da moda. Todo mundo sabe, e todo mundo acha um absurdo. Mas ontem, trabalhando no backstage do Fashion Rio eu tive a oportunidade de ver de perto. E assusta.
Meninas super novinhas, extremamente magras, absurdamente altas (me senti uma hobbit perto delas, devo confessar), mas com pele de senhoras de 40 anos. Sério. Por debaixo de toda aquela maquiagem, pude ver que algumas tinham a pele do rosto bastante acabada. E esse é só um dos sintomas da anorexia/bulimia.
Mas não falo disso só porque vi mulheres tão magras que só sobrava praticamente o esqueleto e a cabeça desproporcional ao resto do corpo. Não, não é inveja minha. Eu efetivamente vi a prática do vômito antes de desfile. E geralmente quem faz isso são meninas em início de carreira, que ganham super pouquinho para estarem ali, mas com o sonho de serem a próxima Gisele Bündchen.
É alarmante, é assustador. É sacrificante demais – se elas soubessem de fato o mal que fazem a si mesmas será que teriam escolhido a profissão?
O fato é que existe um discurso todo bonitinho contra a bulimia e a anorexia no mundo da moda. Da boca pra fora. Pois na hora do vamos ver, na hora de selecionar uma modelo para um trabalho, rola um terror psicologico absurdo. Meninas já secas são chamadas muitas vezes de gordas e descartadas na hora da seleção, o que as leva a exatamente o que todo mundo diz ser contra. Porque elas acabam não tendo pra onde correr, já são pele e osso!
Tudo isso é muito louco. Porque nas fotos e filmagens elas não parecem tão magras assim. Comparei o que vi de perto com as fotos do desfile. Nas fotos estão magras, é verdade, mas pessoalmente são praticamente esqueletos com enormes cabeças.
São todas lindíssimas é verdade, mais seriam ainda mais bonitas (e acredito que um pouco mais saudáveis e felizes) com 2 quilinhos a mais que fosse.
Enquanto isso, mulheres comuns se sentem extremamente gordas, se comparando sempre à modelos e atrizes que fazem sucesso, e nossas meninas e adolescentes cada vez mais querem se parecer com essas “deusas”. Isso é muito perigoso. Compromete a saúde e o desenvolvimento das meninas. Por isso pais e mães tem que ficar de olho em suas meninas, é impressindível que vejam se estão se alimentando bem, mesmo que passem por chatos aos olhos das filhas. Isso faz parte.
Toda mulher quer se sentir magra e linda. O problema é quando isso se torna uma doença. Segue abaixo alguns dados sobre as complicações que a Bulimia e a Anorexia podem causar.
A bulimia pode levar , tais como:
- Diminuição da pressão e da temperatura corporal, levando o indivíduo a ser menos tolerante ao frio;
- Desmaios e fraqueza
- Enfraquecimento dos dentes (cárie)
- Dores de garganta (pelo ato de forçar o vômito)
- Sangramento do tubo digestivo (vomito com sangue)
- Úlcera
- Dores corporais
Anorexia e suas causas:
- Desnutrição e desidratação.
- Hipotensão (diminuição da pressão arterial).
- Anemia.
- Redução da massa muscular.
- Intolerância ao frio.
- Motilidade gástrica diminuída.
- Amenorréia (parada do ciclo menstrual).
- Osteoporose (rarefação e fraqueza óssea).
- Infertilidade em casos crônicos.
Autenticidade
Apr 19th

Seja você mesmo.
A maioria das pessoas confunde ser autêntico com fazer algo absurdamente diferente e estapafúrdio para se destacar na multidão. Não, darling, isso daí é pura e simplesmente tentar ser algo que você não é para chamar atenção de alguém, ou parecer diferente.
Quer parecer único? Seja você mesmo. Encontre seu estilo. Estilo de vestir, falar, escrever, cantar, seja o que for, encontre seu próprio estilo. Você é único por natureza.
Sim, existem pessoas fantásticas no mundo (ou pelo menos achamos que o são) que temos como exemplo. Atitudes bacanas que são dignas de serem copiadas.
Mas nada que não é expontâneo é bom. Você pode se espelhar em alguém, mas não copiar esta pessoa. Se inspirar no jeito de vestir de alguém, na maquiagem, no comportamento, é até legal, desde que você utilize estas coisas apenas como referência. Caso contrário você não passará de um cosplayer.
Ninguém que cria um personagem para si, veste uma máscara, consegue interpretar aquile papel pra sempre.
Loucura é se moldar de determinada maneira só para conquistar alguém especial, por exemplo. Depois que conquista acontece o que? No dia-a-dia, no convívio, as máscaras caem, meu bem. Ninguém é capaz de ficar montado o tempo todo.
Quer ser amado de verdade? Então aceite quem você é e seja você mesmo. Mostre sempre suas qualidades e aceite seus defeitos. Aceite-os, mas procure amenizá-los, procure melhorar como pessoa.
Você é o personagem principal de sua vida. Seja honesto, acima de tudo, consigo mesmo. Não há liberdade maior do que esta.
Não copie. Encontre e respeite sua individualidade. E brilhe, o espetáculo é todo seu.
P.s.: A imagem acima não tem nada a ver, mas eu achei legal de colocar =D
Amizade à distância é possível?
Oct 16th

Acho que todos da minha geração já se fizeram este questionamento. Eu lembro quando em 1996 mais ou menos, usei pela primeira vez o mirc. Fiquei impressionada como era possível conversar com pessoas de vários lugares do Brasíl, lugares que jamais passaria pela minha cabeça visitar. Mas aceitei tudo com naturalidade, como toda aquela geração de adolescentes que achou aquelas novidades algo muito bacana.
Depois veio o icq e a descoberta de que era possível falar com pessoas de todo o mundo. Mensagens instantâneas e o costume de se corresponder por cartas estava acabando. Lembro que antes de tudo isso, aos 13 anos, cheguei a participar de um programa de troca de correspondências do meu curso de inglês que se chamava algo tipo “paper pal”. Com estas novas maneiras de se comunicar, acredito que nem exista mais. E rapidamente a coisa toda foi evoluindo até chegar no que é hoje, falamos com pessoas de todo o mundo, o tempo todo, fazemos parte de redes sociais, estamos sempre conectados, e cada vez conhecendo mais e mais pessoas.
Neste infinito mar de trocas de informações, será que ainda é possível de aprofundar em algum tipo de relacionamento? Se ligar de maneira menos fria e mais emocional através de uma tela fria de computador?
Glória Perez já havia cantado esta pedra naquela novela Explode Coração como devem se lembrar. Mas aquilo era novela. E você, na sua vida real, de mero mortal, quantos amigos “virtuais” tem?
Claro que muitos tem uma enorme dificuldade de confiar neste tipo de relacionamento. Pois a tela de certa maneira nos protege, e é preciso ter cuidado com o que está do outro lado. Nunca se sabe. A internet te dá a possibilidade de se esconder e de criar o personagem que bem entender. Mas por outro lado, existem pessoas que estão fisicamente do seu lado e usam máscaras. E de repente você descobre que não conhece esta pessoa de fato. Ela te magoa e mostra que no fundo não tem o menor respeito e consideração por você.
De minha parte, posso dizer que já fiz amigos incríveis na rede. E outros nem tanto.
Por exemplo, uma amiga muito querida minha, que é quase uma irmã para mim, eu conheci em um fórum do Iron Maiden. O que a princípio nos unia, apesar da distância era esse interesse em comum. Aí fomos conversando e descobrimos que, inclusive apesar da diferença de idade, somos parecidas em muitas coisas e com isso a amizade foi se desenrolando. Por duas vezes ela foi me visitar quando mais precisei de um ombro amigo, e assim nossa amizade se estende por anos, sabendo que mesmo não estando presente fisicamente podemos contar uma com a outra. Pois seja como for, conseguimos nos fazer presentes e nos preocupamos de fato uma com a outra.
Isso se chama empatia. Quando dois seres compartilham do mesmo modo de ver a vida, dos mesmos ideais, dos mesmos valores.
Já conheci gente que se dizia minha amiga, mas que vim a descobrir que estava apenas se aproveitando da minha boa vontade. Não só na internet como na vida “não virtual”. Entendem onde quero chegar?
Não é porque é a “famigerada internet” que é mais difícil ou fácil de fazer ou manter uma amizade, e sim porque pessoas quando são mascaradas, assim o são dentro e fora da rede.
Considero, que todas essas ferramentes que dispomos hoje para relações sociais facilitam em muito o contato com pessoas de todos os tipos. Interessantes ou não, verdadeiras ou falsas, interesseiras ou simplesmente abertas à novas amizades.
E sobre apaixonar-se? Muita gente se apaixona por este meio. É claro, que sem ter um primeiro contato frente a frente com a pessoa, a imaginação pode tomar conta e se cria toda uma fantasia sobre aquele ser maravilhoso que conversa contigo tão freqüentemente. Mas veja bem, será que se o tivesse conhecido em outras circunstâncias não fantasiaria da mesma forma?
Eu acredito que sim. Pois no fundo somos todos seres que precisam de magia no dia-a-dia, por mais que alguém afirme que não. Todos, sem exceção, queremos ser felizes – isto sem contar que nós mulheres crescemos ouvindo contos de fadas, e todas queremos encontrar o tal príncipe encantado.
Mas numa boa, príncipe encantado não existe. Somos humanos e erramos todos. O ideal é conseguir encontrar alguém que se pareça com você, alguém com quem conversar, alguém que te desperte boas sensações, que te ponha um sorriso no rosto, que te faça sentir borboletas voando em seu estômago. Se tiver alguém que te faça sentir assim todos os dias, sinta-se um felizardo. Pois se tiver isto logo de cara, o resto todo é consequência.
Ninguém pode afirmar que duas pessoas ficarão juntas para sempre. É difícil saber. Pois tem pessoas que se apaixonam, se jogam no relacionamento com tudo e quando o efeito da paixão passa não conseguem transformar o sentimento em amor. Porque falta amizade. Amizade é a base do amor. Tendo amizade, as coisas evoluem de maneira tranquila, e assim as borboletas têm mais chances de viver mais tempo batendo asas em seu estômago. Mas para isso é importante não se acomodar no relacionamento. Fazer surpresas, pequenas viagens românticas juntos e assim por diante… – mas isto é assunto para outro artigo.
O que quero dizer é: sim, é possível se manter uma amizade à distância e a internet é uma ferramenta que facilita o contato. É preciso ter cuidado e usar de muita sinceridade nas suas atitudes para poder cobrar sinceridade de seu interlocutor também. Mas, veja bem, sinceridade não é entregar sua vida (como endereço, cpf, telefone, conta bancária, número do cartão de crédito e senha) para a primeira pessoa que aparecer, e sim, ser honesto e jamais brincar com os sentimentos de ninguém.
Compreendem que, se olhar bem, tudo o que disse serve para a vida não virtual também? Isto porque, empatia e sintonia, não são coisas palpáveis, físicas. São como bons sentimentos. Sabemos que existem. Sentimos. Os vivemos. Mas não podemos vê-los, nem tocá-los.
verdade é que a proximidade não se conquista apenas geograficamente – muitos de nós somos de natureza nômade – mas se conseguirmos tocar o coração de alguém, não tem tempo e nem distância que separe.












Comentários Recentes