Familia
Ray-Ban Aviator, uma paixão
Aug 20th

My Ray-Bans
Meu pai foi um daqueles militares super disciplinados, o que fez com que eu tivesse uma educação bastante rígida, graças a Deus. Digo isto, pois graças à educação que recebi, fui (e sou) capaz de enfrentar as mais difíceis situações da vida e acredito saber me portar nas mais diversas delas.
Mas uma das coisas que eu admirava em meu pai todo fardado era um acessório que ele sempre usava mesmo à paisana: os seus Ray-Ban Aviator. Admirava tanto que um dia ele me deixou prova-los e eu me apaixonei perdidamente por aquele par de óculos escuros.
Anos mais tarde, já adulta, meu pai me deu um do seus antigos ray-ban ao comprar um novo para si e a partir dai passei a ir a todos os lugares com eles. Alias, achava o máximo dirigir usando aqueles óculos. Sabe dessas pequenas heranças que recebemos, que para os outros podem não valer nada mas que para nos vale mais do que todo o dinheiro do mundo? Pois é.
Papai era um desses caras extremamente cultos, sabia tudo sobre historia e geopolítica e era um prazer pra mim ficar horas a fio conversando sobre esses assuntos. Seus assuntos preferidos eram guerras e aviação e não faltavam filmes sobre estes assuntos em nossa casa. E o que o Ray-Ban Aviator tem a ver com isso? Absolutamente tudo, vejam:
O modelo foi criado na década de 20, quando a indústria de aviação crescia rapidamente e os países ricos investiam maciçamente no desenvolvimento de aviões para fins militares. As aeronaves eram cada vez mais modernas para a época, mas os pilotos sofriam com a intensa claridade acima das nuvens, que ofuscava os seus olhos e se tornava um problema grave no momento da pilotagem.
Devido a este fato que a Força Aérea dos Estados Unidos pediu para a Bausch & Lomb (primeira empresa óptica americana fundada em 1849 por J.J. Bausch e H. Lomb) produzir uma proteção ocular para os seus pilotos de caça, que enfrentavam sérios problemas de visibilidade em virtude dos raios UV.
Depois de dez anos de pesquisas, inspirados nas primeiras máscaras criadas para pilotos de avião no início do século passado, são lançados os óculos Anti-Glare Aviator com lentes verdes de cristal especial, que refletiam e bloqueavam um alto porcentual da luz visível e também os raios ultra-violeta e infra vermelho. Eles passaram a fazer parte dos acessórios militares. Somente em 1937 a novidade ganhou o nome de RAY-BAN e começou a ser comercializada em sua versão civil, batizada de Ray-Ban Aviator, com lentes verde-escuras e armação dourada. Os óculos foram batizados com esse nome pois reduziam a incidência de raios UV nos olhos, ou seja, baniam os raios (em inglês Ray-Banner)*
Nem preciso dizer que, ao saber destes detalhes, o óculos teve mais valor sentimental ainda para mim, devido às coisas que cresci vendo, ouvindo e aprendendo. Recentemente fiquei sem meus óculos, que quebraram de forma que não dava mais para usar. Então os guardei e deixei conservadinho, e passei um bom tempo sem usar qualquer outro. Recentemente adquiri um novo, lindo. O modelo clássico de armação dourada e lentes verdes, um deleite para os olhos.
*Fonte: Mundo das Marcas traz um post super interessante e completo sobre os óculos de sol que são uma paixão para mim.
Dia das mães deveria ser todos os dias
May 9th
Estava querendo prestar uma homenagem ao dia das mães, mas confesso que estava sem inspiração. Na minha opinião, as mães deveriam ser festejadas todos os dias, pois o trabalho delas para conosco não tem fim. Elas estão presentes em nossas vidas, todos os dias, incentivando, ensinando, nos amando incondicionalmente e sem nunca deixar de se preocupar.
Minha mãe é uma daquelas mulheres super modernas e batalhadoras, que me criou pra ser independente e ter uma carreira. Ela nunca deixou de trabalhar fora, e até mesmo viajar à trabalho, e, mesmo quando eu era apenas uma menina que chorava de saudade e não queria ver a mãe partir, eu sentia orgulho e sempre quis ser como ela quando crescesse.
Não importa se nos desentendemos, se ela me cobra, se rimos juntas, se choramos juntas. Minha mãe é um dos meus alicerces (meu pai era o outro) e em quem sempre me inspirei para ser melhor. Sabe aquela voz na consciência dizendo pra nunca nos contentarmos com pouco? Pois é, a minha é minha mãe. Posso até me irritar com isso às vezes, pois ela, mãe taurina, tem aquele jeito agitado e quer sempre tudo para ontem, e às vezes em sua incomensurável agitação esquece que cada um tem seu ritmo. Foi com ela com quem aprendi que eu também tenho meu ritmo, geralmente mais lento do que o dela.
Hoje assisti a um dos comerciais da Marisa sobre o dia das mães. De todos os que assisti, este sem dúvidas foi o mais bacana. No bate-papo entre Carolina Dieckmann, Taís Araújo e Giovanna Antoneli, Taís fala uma coisa que concordei plenamente. Dia das mães é todos os dias sim, mas o bacana de se parar para comemorar um dia é a quebra de rotina que isso traz. A festa, a alegria, proporcionar momentos especiais à nossa mãe é importante sim.
Sem aqueles sentimentalismos que vimos nos demais comerciais, os comerciais da Marisa me pareceram muito mais sinceros e bacanas que qualquer outro. Acho importante sim comemorar o dia das mães, só que deveríamos comemorar e fazer nossa mãe se sentir especial mais vezes ao ano. Sem hipocrisias e consumismos, apenas gestos vindos do coração, de um filho que sabe o quanto sua mãe se dedicou para que ele crescesse bem, feliz, e saudável. Um filho que sabe que sua mãe chorou junto com ele quando ele sofreu, que riu e festejou com ele suas pequenas e grandes vitórias.
E não importa o que aconteça, ela vai estar sempre ao seu lado te apoiando, incentivando ou até mesmo te cobrando, para que você seja cada vez mais feliz e realizado. E no fundo no fundo, você nunca vai deixar de ser aquele bebê que coube em seu colo um dia, aquele bebê quem ela jurou proteger e por sua felicidade daria até a própria vida.
Infelizmente não encontrei o vídeo deste comercial no You Tube, encontrei apenas o que a Dieckmann conta sobre o incêndio. Quando encontrar este do qual estou falando, dou um update no post e coloco ele aqui. Por enquanto assistam o do incêndio:
Um feliz dia das mães para todas essas guerreiras lindas extremamente fortes, que são ao mesmo tempo símbolo do amor mais puro e mais bonito que existe.
E um beijo especial para a minha mãe, é claro
No Corcovado, quem abre os braços…
Apr 29th
Acho que a maioria de vocês já sabe que deixei a terra da pizza e voltei para o Brasil, mais especificamente para a Cidade Maravilhosa. Passar dois anos e meio (quase 3) la fora foi bom sob alguns aspectos, mas como já diria Judy Garland ( a mãe da Lisa Cachaceira Minelli) em O Magico de Oz, “Nada melhor como o nosso lar”.
Principalmente quando se volta pra casa bem acompanhada pelo homem que amo, reencontro minha família, meus amigos, e revejo essa cidade linda. Cidade que continua Maravilhosa, ainda que abalada pelo problema da dengue e da violência que todos nos já conhecemos, mas não pretendo entrar nesse mérito.
Nesses quase dois meses muita coisa já aconteceu. Já re-visitei, acompanhada pelo meu noivo, alguns dos mais importantes pontos turísticos do Rio de Janeiro, me maravilhando de rever tanta beleza apesar dos pesares. Sim, o Rio de Janeiro continua lindo.
Um dos momentos mais bacanas porém, foi ir dar um oi pro Redentor. Subimos o Corcovado com uma van turística, que primeiro nos levou até o mirante Dona Marta, de onde é possível ver toda a cidade. Existe também a opção do trem do corcovado que parte de uma estacão que fica no Cosme Velho e segue pela estrada de ferro do corcovado fundada por D. Pedro II em 1884. Seguir por este caminho também é uma boa. Com ele se faz um passeio ecológico, pois a estradinha de ferro corta a maior floresta urbana do mundo, a Floresta da Tijuca. A única desvantagem, que nos fez decidir pela van, é que o tremzinho não para nos mirantes para que se possa admirar a cidade de ângulos diferentes.

Pão de Açúcar visto do mirante Dona Marta
O dia tava meio nublado infelizmente, mas isso não diminuiu nossa admiraçao ao olhar esta vista. Saindo da li fomos levados até os pés do Cristo Redentor, onde era preciso pagar 13 reais de ingresso, para que uma outra van nos levasse mais acima, ou seja, até os elevadores e escadas (rolantes ou não) usados para chegar efetivamente ao Cristo.
Chegando la, estávamos literalmente dentro de uma nuvem. Estava tao encoberto, que mal se conseguia ver o rostinho Dele (pra ser sincera, não dava pra ver nada):

Cristo Redentor escondido pelas nuvens
Mas porque o Cara é muito bacana com a gente, ele mostrou seu rosto por alguns segundos. Segundos estes recebidos por muita comoção pelo publico que estava ali para vê-lo, por mim e pelo noivo da ruiva que vos fala.

Ele é ou não é o Cara?
O que posso dizer? Eu só tinha muito o que agradecer mesmo, afinal Ele nunca me deixou na mão. E não nos deixou na mão, nem quando quisemos ver o rosto dele. Não quero parecer uma daquelas carolas, ratas de igreja (nada contra). Ou uma daquelas pessoas que ficam dando sermoes e tentando converter os outros. Respeito a tudo e a todos, religião, gosto, raça, cor, time de futebol, opção sexual, status social e afins. Nada disso tem importância. Tudo isso é besteira. O que vem primeiro é o sentimento que faz a humanidade caminhar (mesmo que aos trancos e barrancos por nossa própria culpa), o amor Dele por nos. Senão não estaríamos aqui hoje. E nem conseguiríamos nos levantar cada vez que a vida nos desse uma rasteira. Temos mais é que agradecer por estarmos vivos. E esse cara ai, sabe do que to falando:

Mendigo rezando aos pés do Cristo Redentor
……….
P.s.1: Este post foi meio diferente das tosqueiras habituais, eu sei. Mas esperam que tenham gostado. Continuaremos em breve com a nossa programação normal.
P.s.2: Ah já ia esquecendo! No corcovado quem abriu os braços não fui eu! Mas sim um monte de turista que adora um clichêzinho. Cadê a criatividade, minha gente???
1 ano de saudade
Sep 29th
Vento no Litoral
De tarde quero descansar, chegar até a praia
Ver se o vento ainda está forte
E vai ser bom subir nas pedras .
Sei que faço isso para esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora
Agora está tão longe
Vê, a linha do horizonte me distrai:
Dos nossos planos é que tenho mais saudade,
Quando olhávamos juntos na mesma direção.
Aonde está você agora
Além de aqui dentro de mim?
Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você está comigo o tempo todo.
Quando vejo o mar
Existe algo que diz :
A vida continua e se entregar é uma bobagem.
Já que você não está aqui,
O que posso fazer é cuidar de mim.
Quero ser feliz ao menos.
Lembra que o plano era ficarmos bem ?
-Hei, olha só o que achei: cavalos-marinhos !
Sei que faço isso para esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora.
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Post dedicado ao meu pai que partiu ha exatamente um ano.










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