Relacionamento
Amores à distância: como não morrer de saudades?
Aug 5th
Eu já abordei o tema Amizades à distância por aqui. Elas são possíveis sim, e a internet facilita a manutenção dessas amizades. Mas e amores? Estes sim, são muito mais difíceis. Mas ainda assim tem que se apaixone e, mesmo morando tão longe, quase morrendo de saudades, faz o namoro valer a pena.
Como explicar isto tudo? O que faz alguém se apaixonar por outro alguém que vive tão distante de si? Chega a ser engraçado querer tentar explicar, racionalizar, coisas do coração. Mas vamos lá.
É mais simples do que parece. O problema da maioria das pessoas é confundir atração física com amor. E muitas se deslumbram com possíveis contos de fadas.
Apesar de ter a certeza de que contos de fadas não existem, acredito que, nesta vida, é possível ter momentos maravilhosos sim, como sonhar acordados. Mas é preciso saber reconhecer estes momentos preciosos que muitas vezes passam desapercebidos. Porém, este é um assunto para mais tarde.
Na verdade, um amor daqueles para a vida toda, deve ser construído no dia-a-dia do casal. Qualquer relação pede maturidade e confiança, independentemente de como ela se inicia. Cada vez mais sabemos de casos de pessoas que se conhecem em algum tipo de chat/ rede social, trocam ideias, vão se conhecendo, e quando percebem, sentem uma vontade avassaladora de estarem juntas. Como a tecnologia é uma coisa super bacana e “encurta distâncias”, é claro que uma webcam sempre auxilia para aumentar ainda mais a vontade de estar juntos.
O interessante disso tudo, é que, se ambos forem sinceros um com o outro, passam a conhecer bastante um ao outro, pois a base de qualquer relacionamento é a amizade, a conversa, a troca de ideias.
Mas quando quando esta amizade vira amor? Difícil saber, mas acontece. Posso citar pelos menos dois casos que conheço:
O primeiro deles, aconteceu com uma amiga minha de infância. Ela cursava alemão e pelo antigo icq (antes mesmo do msn ter seu uso tão difundido) começou a conversar com este rapaz. Ela namorava um outro rapaz e o seu intuito era mesmo aprimorar a lingua alemã que estava aprendendo. Aconteceu que o tal alemão se apaixonou por ela, pela pessoa que ela é, mas como sabia que tinha um namorado nunca disse nada.
Quando soube que ela havia terminado o relacionamento, não pensou duas vezes e simplesmente apareceu de surpresa na casa dela, aqui no Brasil. Ela se assustou a princípio, mas acontece que depois de idas e vindas, um para ver o outro, casaram-se e estão até hoje juntos. Ela se casou em 2004 ou 2005, não lembro bem. Mas se amam e estão felizes juntos.
Segundo caso: Casal de amigos meus muito queridos. Se conheceram também em um chat, se tornaram amigos, e anos depois as conversas se intensificaram, um foi se interessando pelo outro e eis que estão namorando tem cerca de 1 ano. Claro que é um caso mais simples (ou menos complicado) já que os dois moram no Brasil, cerca de 500km um do outro.
Contei toda esta história, para dizer simplesmente que sim, o amor, mesmo que distante existe e é possível. Quando duas almas afins se encontram, seja como for, e se percebem em sintonia um com o outro, vibram na mesma frequência, o amor pode nascer sim. Como aquela questão que mencionei no artigo sobre “Amores Platônicos“.
Mas amores assim não devem ficar apenas no platonismo. Merecem crescer e atingirem sua plenitude com o contato físico sim. Pois, apesar do amor não ser algo material e tangível, a consolidação dele pede o toque da pele, o beijo, o abraço, o aconchego e a relação sexual como consequência do desejo perfeitamente natural.
Pois amar alguém nada mais é que o admirar de uma forma sublime, é algo que transcende qualquer distância. Supera qualquer obstáculo. Mas tornar este amor real requer proximidade. É preciso tomar a coragem de sair do virtual. É necessário criar a coragem, dar o primeiro passo, ir em busca do outro como for possível. Arriscar ser feliz.
E depois deste primeiro passo, é preciso ainda mais maturidade e confiança; para aguentar as saudades, para não criar neuroses, para viver uma relação da maneira mais saudável possível. E se tiver de ser, ficar juntos para sempre. Porque não? Se for um amor para toda a vida, desses que desejamos tanto viver, que assim seja.
É permitido sonhar sim. Sonhar é lindo, nos faz feliz. Mas ter os pés no chão, para e correr atrás da realização dos sonhos é ainda mais bonito.
Confesso que ainda não sei como morrer de saudades. Não sei mesmo. Mas é preciso aprender, por mais difícil que seja, pois quando chegar o momento do (re)encontro, tenho certeza de que tudo valerá a pena.
“De tudo, meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor ( que tive ) :
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.”
Soneto da Fidelidade – Vinícius de Moraes
Pour vous, mon amour, Miguel.
Amores Platônicos
Jul 14th
Estive filosofando sobre amores platônicos lá pelo twitter. Não sei, cheguei no Rio pensando no assunto.
O que você entende por amor platônico? Li diferentes opiniões e percebi que o amor platônico pode ter muitas facetas. Pode ser do mais bonito ao mais obsessivo… do mais fantasioso ao mais sofrido.
Trecho do texto do site Wikipédia, sobre a definição do amor platônico:
Amor platônico, na acepção vulgar, é toda a relação afetuosa em que se abstrai o elemento sexual, idealizada, por elementos de gêneros diferentes – como num caso de amizade pura, entre duas pessoas.Esta definição, contudo, difere da concepção mesma do amor ideal de Platão, o filósofo grego da Antigüidade, que concebera o Amor como algo essencialmente puro e desprovido de paixões, ao passo em que estas são essencialmente cegas, materiais, efêmeras e falsas. O Amor, no ideal platônico, não se fundamenta num interesse (mesmo o sexual), mas na virtude.O termo Amor platonicus foi pela primeira vez utilizado no século XV, pelo filósofo neoplatônico florentino Marsilio Ficino, como um sinônimo de amor socrático. Ambas as expressões significam um amor centrado na beleza do caráter e na inteligência de uma pessoa, em vez de em seus atributos físicos.(…)A expressão ganhou nova acepção com a publicação da obra de Sir William Davenant, “Platonic Lovers” (“Amantes platônicos” – 1636), onde o poeta inglês baseia-se na concepção de amor contida no Simpósio de Platão, do amor como sendo a raiz de todas as virtudes e da verdade.O amor platônico passou a ser entendido como um amor à distância, que não se aproxima, não toca, não envolve. Reveste-se de fantasias e de idealização. O objeto do amor é o ser perfeito, detentor de todas as boas qualidades e sem máculas. Parece que o amor platônico distancia-se da realidade e, como foge do real, mistura-se com o mundo do sonho e da fantasia.Ocorre de maneira freqüente na adolescência e em adultos jovens, principalmente nos indivíduos mais tímidos, introvertidos, que sentem uma maior dificuldade de aproximar-se do objeto de amor, por insegurança, imaturidade ou inibição do ponto de vista emocional.
Você já se apaixonou assim? Platônicamente, não apenas pelos atributos físicos da pessoa – que ficam em segundo plano – mas principalmente pelas qualidades desse alguém. Pois, você acredita que, de alguma maneira, este alguém é especial e tem tudo aquilo digno de sua admiração. Já se sentiu assim?
O que eu gostaria de saber é: como as pessoas lidam com este tipo de relacionamento?
Do que já observei, muitos preferem ficar no mundo da fantasia, pois é gostoso imaginar momentos ao lado do objeto de nosso amor e admiração, e a timidez impede uma aproximação real. Mais do que isso, o medo de rejeição é tão forte, que o ser apaixonado se paralisa diante de tal possibilidade.
Afinal a dor da rejeição é forte demais, que o apaixonado jamais poderia suportar.
Mas existem outros fatores que impedem a pessoa ir adiante. Pode ser que o objeto de admiração tenha algum impedimento como distância, estar focado apenas no trabalho, ou até mesmo ter namorada(o), esposa, marido, filhos, se lá o que mais – mais ou menos como os personagens Guilherme e Mariana de Escrito nas Estrelas.
Não sou a favor de traições. Nunca, em hipótese nenhuma. E é isso que gosto nesse caso da novela. Ele, tem um casamento completamente infeliz com uma mulher fria e manipuladora, mas, mesmo estando apaixonado por Mariana somente disse isso à ela (que até então vivia um amor platônico mesmo, sem menor possibilidade de se concretizar) quando finalmente comunicou à esposa que estavam se separando. Claro que, se fosse comigo, iria preferir que o cara não fosse casado, não tivesse filhos e se fosse o caso, que aparecesse na minha vida apenas devidamente separado. Pois não deve ser nada fácil esta situação.
A situação acima que me inspirou a escrever sobre este tema. Pois, por mais que seja uma situação difícil, me emociona sempre ver que duas pessoas que se amam verdadeiramente acabam ficando juntas. Afinal, quem nunca teve um amor platônico, seja lá por qual motivo for, e desejou imensamente concretizá-lo sem nunca poder?
Muito comum na adolescência, não é? Mas por mais que amadureçamos, pode ocorrer na vida adulta também. E quando nos apaixonamos, todos, sem exceção, nos tornamos adolescentes novamente.
Confusão de sentimentos, bons e ruins, que podem tirar qualquer um do sério, ou deixar nas nuvens sem enxergar mais nada. Fica difícil até se concentrar no trabalho, não é? E como já somos adultos, morremos de vergonha desta condição quase que patológica.
Tá apaixonado assim? Não é vergonha nenhuma, não! Mas, se possível, se seu caso for apenas uma timidez, um medo de rejeição, encare esses medos e vá à luta. Amor platônico é bom, mas concretizar é melhor ainda (pelo menos acredito que sim). Afinal, todo mundo deseja um cobertor de orelha para aquelas noites frias e um companheiro pra toda a vida.
Todos queremos e merecemos ser amados. É o que eu acredito.
Vá à luta!
A superficialidade das relações humanas
Apr 14th
Por que os relacionamentos andam tão superficiais ultimamente?
É incrível como as pessoas simplesmente não tentam mais investir tempo e emoções nos relacionamentos que criam. A cada dia que passa conhecemos mais pessoas e o mundo simplesmente perdeu suas fronteiras.
Por um lado isso é excelente. Globalização abriu as portas do mundo e a internet nos ver ultrapassar todos os limites geográficos e muitos dos culturais. Isso é lindo, pois nos permite ser mais ricos culturalmente.
Mas ao mesmo tempo… as relações humanas se tornaram extremamente superficiais. Principalmente as relações que envolvem interesses sexuais. Parece que a oferta é muito grande e por isso pessoas se tornaram descartáveis.
Ninguém mais quer perder tempo, se dedica um pouquinho ao outro, aprender a ceder, e assim crescer com os relacionamentos, aprofundando-os. As relações se tornaram superficiais e as pessoas cada vez mais egoístas.
Eu não gosto disso. Não faço part do grupo de pessoas que descartam as outras quando a coisa fica um pouco mais profunda. Pelo contrário. Abomino relações superficiais.
Quero me relaionar como se fazia até bem pouco tempo atrás. Quero amizades que possam se aprofundar e quero uma história que valha a pena com alguém, dure o tempo que durar, sem medo de dar o amor que tenho pra dar, entende?
Todo mundo quer amar e ser amado. Todo mundo quer se sentir seguro e protegido. Todo mundo quer ter um amigo de verdade pra compartilhar alegrias e tristezas.
Então que tal parar com essa mania de tentar se mostrar super descolado, achar que não precisa de ninguém, pois está aí a vida e a natureza que nos mostra o tempo todo que precisamos uns dos outros.
Na boa, eu quero uma coisa mais certinha e não tenho que ter vergonha disso. Eu não vou sair por aí ficando por ficar por 2 simples motivos: 1º não achei minha boca e meu corpo no lixo, 2º eu não sou assim, e não irei me violentar só para me adaptar a uma sociedade com a qual não concordo.
“Não faça com os outros o que você não quer que seja feito com você. “ – já diria Renato Russo. Então eu te pergunto: você gostaria de ser jogado no lixo como um objeto descartável?
Eu não. Pessoas não são descartáveis. Pelo menos não pra mim.
Jantar com uma mulher
Mar 27th
Tinha tempos que não rolava um humor básico por aqui. Recebei essa por e-mail e decidi compartilhar. Mas não leia se não gosta de palavrão.
Vamos lá:

Quando um homem chama uma mulher para sair, não sabe o grau de estresse que isso desencadeia em nossas vidas. O que venho contar aqui hoje é mais dedicado aos homens do que às mulheres. Acho importante que eles saibam
O que se passa nos bastidores. Você, mulher, está flertando um Zé Ruela qualquer. Com sorte, ele acaba te chamando para sair. Vamos supor, um jantar.
Ele diz, como se fosse a coisa mais simples do mundo ‘Vamos jantar amanhã?’.
Você sorri e responde, como se fosse a coisa mais simples do mundo: ‘Claro, vamos sim’.
Começou o inferno na Terra. Foi dada a largada. Você começa a se reprogramar mentalmente e pensar em tudo que tem que fazer para estar apresentável até lá. Cancela todos os seus compromissos canceláveis e começa a odisséia.
Evidentemente, você também para de comer, afinal, quer estar em forma no dia do jantar e mulher sempre se acha gorda. Daqui pra frente, você começa a fazer a dieta do queijo: fica sem comer nada o dia inteiro e quando sente que vai desmaiar come uma fatia de queijo. Muito saudável.
Primeira coisa: fazer mãos e pés. Quem se importa se é inverno e você provavelmente vai usar uma bota de cano alto? Mãos e pés tem que estar feitos – e lá se vai uma hora do seu dia. Vocês (homens) devem estar se perguntando ‘Mão tudo bem, mas porque pé, se ela vai de botas?’ Lei de Murphy. Sempre dá merda.
Uma vez pensei assim e o infeliz me levou para um restaurante japonês daqueles em que tem que tirar o sapato para sentar naqueles tatames. Tomei no cu bonito! Tive que tirar o sapato com aquela sola do pé cracuda, esmalte semi-descascado e cutícula do tamanho de um champignon! Vai que ele te coloca em alguma outra situação impossível de prever que te obriga a tirar o sapato? Para nossa paz de espírito, melhor fazer mão é pé, até porque boa parte dessa raça tem uma tara bizarra por pé feminino. OBS: Isso me emputece. Passo horas na academia malhando minha bunda e o desgraçado vai reparar justamente onde? Na porra do pé! Isso é coisa de… Melhor mudar de assunto…
As mais caprichosas, além de fazer mão e pé, ainda fazem algum tratamento capilar no salão: hidratação, escova, corte, tintura, retoque de raiz, etc. Eu não faço, mas conheço quem faça.
Ah sim, já ia esquecendo. Tem a depilação. Essa os homens não podem nem contestar. Quem quer sair com uma mulher não depilada, mesmo que seja apenas para um inocente jantar? Lá vai você depilar perna, axila, virilha, sobrancelha etc, etc. Tem mulher que depila até o cu! Mulher sofre! E lá se vai mais uma hora do seu dia. E uma hora bem dolorida, diga-se de passagem.
Dia seguinte.
É hoje seu grande dia. Quando vou sair com alguém, faço questão da dar uma passada na academia no dia, para malhar desumanamente até quase cuspir o pulmão. Não, não é para emagrecer, é para deixar minha bunda e minhas pernas enormes e durinhas (elas ficam inchadas depois de malhar).
Geralmente, o Zé Ruela não comunica onde vai levar a gente. Surge aquele dilema da roupa. Com certeza você vai errar, resta escolher se quer errar para mais ou para menos. Se te serve de consolo, ele não vai perceber.
Alias, ele não vai perceber nada. Você pode aparecer de Armani ou enrolada em um saco de batatas, tanto faz. Eles não reparam em detalhe nenhum, mas sabem dizer quando estamos bonitas (só não sabem o porquê). Mas, é como dizia Angie Dickinson: ‘Eu me visto para as mulheres e me dispo para os homens’. Não tem como, a gente se arruma, mesmo que eles não reparem.
Escolhida a roupa, com a resignação que você vai errar, para mais ou para menos, vem a etapa do banho. Depois do banho e do cabelo, vem a maquiagem. Nessa etapa eu perco muito tempo. Lá vai a babaca separar cílio por cílio com palito de dente depois de passar rímel.
Depois vem a hora de se vestir. Homens não entendem, mas tem dias que a gente acorda gorda. É sério, no dia anterior o corpo estava lindo e no dia seguinte… PORCA! Não sei o que é (provavelmente nossa imaginação), mas eu juro que acontece. Muitas vezes você compra uma roupa para um evento, na loja fica linda e na hora de sair fica uma merda. Se for um desses dias em que seu corpo está uma merda e o espelho está de sacanagem com a sua cara, é provável que você acabe com um pilha de roupas recusadas em cima da cama, chorando, com um armário cheio de roupa gritando ‘EU NÃO TENHO ROOOOOUUUUUPAAAA‘. O chato é ter que refazer a maquiagem. E quando você inventa de colocar aquela calça apertada e tem que deitar na cama e pedir para outro ser humano enfiar ela em você? Uma gracinha, já vai para o jantar lacrada a vácuo. Se espirrar a calça perfura o pâncreas.
Ok, você achou uma roupa que ficou boa. Vem o dilema da lingerie. Salvo raras exceções, roupa feminina (incluindo lingerie) ou é bonita, ou é confortável.
Você olha para aquela sua calcinha de algodão do tamanho de uma lona de circo. Ela é confortável. E cor de pele. Praticamente um método anticoncepcional. Você pensa ‘Eu não vou dar para ele hoje mesmo, que se foooda’. Você veste a calcinha. Aí bate a culpa. Eu sinto culpa se ando com roupa confortável, meu inconsciente já associou estar bem vestida a sofrimento. Aí você começa a pensar ‘E se mesmo sem dar para ele, ele pode acabar vendo a minha calcinha… Vai que no restaurante tem uma escada e eu tenho que subir na frente dele… se ele olhar para essa calcinha, broxará para todo o sempre comigo…’. Muito puta da vida, você tira a sua calcinha amiga e coloca uma daquelas porras mínimas e rendadas, que com certeza vão ficar entrando na sua bunda a noite toda. Melhor prevenir.
Os sapatos. Vale o mesmo que eu disse sobre roupas: ou é bonito, ou é confortável. Geralmente, quando tenho um encontro importante, opto por UMA PEÇA de roupa bem bonita e desconfortável, e o resto menos bonito mas confortável. FATO: Lei de Murphy impera. Com certeza me vai ser exigido esforço da parte comprometida pelo desconforto. Exemplo: Vou com roupa confortável e sapato assassino. Certeza que no meio da noite o animal vai soltar um ‘Sei que você adora dançar, vamos sair para dançar! Eu tento fazer parecer que as lágrimas são de emoção. Uma vez, um sapato me machucou tanto, mas tanto, que fiz um bilhete para mim mesma e colei no sapato, para lembrar de nunca mais usar!. Porque eu não dei o sapato? Porra… me custou muito caro. Posso não usá-lo, mas quero tê-lo. Eu sei, eu sei, materialista do caralho. Vou voltar como besouro de esterco na próxima encarnação e comer muito coco para ver se evoluo espiritualmente! Mas por hora, o sapato fica.
Depois que você está toda montadinha, lutando mentalmente com seus dilemas do tipo ‘será que dou para ele? É o terceiro encontro, talvez eu deva dar…’ Começa a bater a ansiedade. Cada uma lida de um jeito.
Tenho um faniquito e começo a dizer que não quero ir. Não para ele, ligo para a infeliz da minha melhor amiga e digo que não quero mais ir, que sair para conhecer pessoas é muito estressante, que se um dia eu tiver um AVC é culpa dessa tensão toda que eu passei na vida toda em todos os primeiros encontros e que quero voltar tartaruga na próxima encarnação. Ela, coitada, escuta pacientemente e tenta me acalmar.
Agora imaginem vocês, se depois de tudo isso, o filho da puta liga e cancela o encontro? ‘Surgiu um imprevisto, podemos deixar para semana que vem?’.
Gente, não é má vontade ou intransigência, mas eu acho inadmissível uma coisa dessas, a menos que seja algo muito grave! Eu fico puta, puta, PUTA da vida!
Claro, na cabecinha deles não custa nada mesmo, eles acham que é simples, que a gente levantou da cama e foi direto pro carro deles. Se eles soubessem o trabalho que dá, o estresse, o tempo perdido… nunca ousariam remarcar nada.
Se fode aí! Vem me buscar de maca e no soro, mas não desmarque comigo! Até porque, a essas alturas, a dieta radical do queijo está quase te fazendo desmaiar de fome, é questão de vida ou morte a porra do jantar! NÃO CANCELEM ENCONTROS A MENOS QUE TENHA ACONTECIDO ALGO MUITO, MUITO, GRAVE! DO TIPO…MORRER A MÃE OU O PAI TER UM AVC NO TRÂNSITO.
Supondo que ele venha. Ele liga e diz que está chegando. Você passa perfume, escova os dentes e vai. Quando entra no carro já toma um eufemismo na lata ‘HUMMM… tá cheirosa!‘ (tecla sap: ‘Passou muito perfume, porra‘). Ele nem sequer olha para a sua roupa. Ele não repara em nada, ele acha que você é assim ao natural. Eu não ligo, porque acho que homem que repara muito é meio viado, mas isso frustra algumas mulheres. E se ele for tirar a sua roupa, grandes chances dele tirar a calça junto com a calcinha e nem ver. Pois é, Minha Amiga, você passou a noite toda com a rendinha atochada no rego (que por sinal custou muito caro) para nada. Homens, vocês sabiam que uma boa calcinha, de marca, pode custar o mesmo que um MP4? Favor tirar sem rasgar.
Quando é comigo, passo tanto estresse que chego no jantar com um pouco de raiva do cidadão. No meio da noite, já não sinto mais meus dedos dos pés, devido ao princípio de gangrena em função do sapato de bico fino. Quando ele conta piadas e ri eu penso ‘É, eu também estaria de bom humor, contando piada, se não fosse essa calcinha intra-uterina raspando no colo do meu útero’. A culpa não é deles, é minha, por ser surtada com a estética. Sinto o estômago fagocitando meu fígado, mas apenas belisco a comida de leve. Fico constrangida de mostrar toda a minha potência estomacal assim, de primeira.
Para finalizar, quero ressaltar que eu falei aqui do desgaste emocional e da disponibilidade de tempo que um encontro nos provoca. Nem sequer entrei no mérito do DINHEIRO. Pois é, tudo isso custa caro. Vou fazer uma estimativa POR BAIXO, muito por baixo, porque geralmente pagamos bem mais do que isso e fazemos mais tratamentos estéticos:
Roupa……. …….. ……….. ……… ……… R$ 200,00
Lingerie…. ……… ……… ……… ………. R$ 80,00
Maquiagem… ……… ………. ……… R$ 50,00
Sapato…… ……… ………… ……… ……R$ 150,00
Depilação….. ……… ……… ……… ……R$ 50,00
Mão e pé……….. ……….. ……… ……… R$ 15,00
Perfume….. ……… ………. ……… ……..R$ 80,00
Pílula anticoncepcional. ……… ……… R$ 20,00
Ou seja, JOGANDO O VALOR BEM PARA BAIXO, gastamos, no barato, R$ 500,00 para sair com um Zé Ruela. Entendem porque eu bato o pé e digo que homem TEM QUE PAGAR O MOTEL? A gente gasta muito mais para sair com eles do que ele com a gente!
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Desconheço a autora, quem souber, me avise por favor para que eu coloque os devidos créditos.
Me reservo o direito…
Mar 22nd

De amar, mesmo sem ser amada.
De sonhar mesmo sabendo que é inútil (mas que me dá um pouco de alegria).
De cometer burradas e me arrepender, mesmo sabendo não poder voltar atrás (quem dera ter uma Delorean, nestes momentos!)
De desejar que as coisas sejam diferentes, por mais impossível que seja.
De sentir falta de quem afastei de mim por saber que não era correspondida – pura necessidade de me proteger. (ou covardia!!)
De sentir saudades daqueles beijos, daqueles abraços, daqueles momentos que passaram tão rapidamente.
E de assim, eternizar-te em meu orgulhoso coração.
Me reservo o direito de chorar de saudade.
De, às vezes, sentir pena de mim mesma, mesmo sabendo que a culpa foi toda minha.
De desejar estar nos teus braços mais uma vez, tendo consciência de que nunca acontecerá.
De querer tanto, desesperadamente, ser amada, apesar dos meus erros e defeitos.
De imaginar – sabendo que é só uma fantasia tola – que sentes minha falta também.
De colocar meu coração em uma bandeja, dilascera-lo, expô-lo, ainda sabendo o quão patético isso soa.
De sentir, inútil e patéticamente, a falta de alguém que não me deseja por perto.
De ter esperanças tolas, apesar de tudo.
Mas com esperanças sinceras em meu coração de que tudo isso passará um dia, seguindo sempre em frente, pois a vida continua and the show must go on.












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