
Este artigo não é sobre presentes de natal, é sobre como conseguir se fazer presente na vida de pessoas queridas.
Como filha de militar mudei de cidade muitas vezes. E mesmo depois que as viagens de militar acabaram, eu mesma, com meu espírito nômade, não passei muito tempo em lugar algum.
Conheci muita gente, fiz muitas amizades e com o tempo aprendi a distinguir qual era verdadeira e qual não valia a pena. Tenho muitos amigos sim, mas infelizmente, cada um em uma parte do mundo. E aí, você me pergunta, como é possível manter estas amizades distantes? Fazendo-se presente.
Se fazer presente não é, absolutamente, ficar grudados 24 horas por dia. Ninguém gosta de se sentir preso, ninguém gosta de alguém grudado no cangote.
Fazer-se presente, nada mais é que, fazer com que as pessoas que gostamos saibam que são queridas e que podem contar conosco sempre que for necessário. Tenho a sorte de ter amigos assim. Posso passar dias, até semanas sem falar com eles que, quando falo novamente é como se nunca tivesse saído de perto. E estou falando de amigos que moram em outros estados e até outros países. O carinho é sempre o mesmo, não muda.
E como conseguimos isto? Mais simples do que parece. Apenas algumas demonstrações de carinho aqui e ali. Dando apoio e oferecendo os ombros quando necessitam. Pode até acontecer de não poder estar perto quando precisam, mas sempre tem um pequeno gesto que acaba demonstrando que estão ali pro que der e vier. É um laço mais forte e mais simples do que se imagina. Não é a proximidade física que diz se uma amizade é verdadeira ou não.
Este post eu dedico aos meus amigos queridos, que sabem melhor do que eu se fazerem presentes em minha vida nômade. Especialmente para Fran e Kathy que em anos de amizade nunca me faltaram, onde quer que eu me encontrasse na face da Terra. Estou meio sumida, eu sei, e em falta com vocês, mas saibam que não existe nem um só dia em que eu não dedique um pensamento carinhoso a vocês.
E você? Sabe se fazer presente? Diga o que sente a quem ama, antes que seja tarde demais.

Alma Oceânica |
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| Uma noite a mais | |
| Para aguentar este pesadelo | |
| O que mais eu tenho que dizer? | |
| Chorar pra mim nunca valeu uma lágrima | |
| Meu espírito solitário está cheio de medo | |
| Longas horas de solidão | |
| Entre mim e o mar | |
| Perdendo emoção | |
| Encontrando devoção | |
| Eu deveria me vestir de branco e procurar o mar | |
| como eu sempre quis? – ser uma com as ondas | |
| Alma oceânica | |
| Caminhando na linha da maré | |
| Eu ouço seu nome | |
| São os anjos sussurrando | |
| Algo tão bonito que fere | |
| Eu só desejei me tornar algo bonito | |
| Através da minha música, da minha devoção silenciosa. | |

Coração dos outros é terreno onde ninguém pisa
0 Comments Published by Cyn Cardoso December 16th, 2009 in Relacionamento.
É isso mesmo. Relacionamentos são difíceis. Por mais que duas pessoas se deêm bem, é preciso tomar muito cuidado com os sentimentos alheios. A partir do momento em que se deseja relacionar com alguém, devemos ter consciência de que isto nos traz algumas responsabilidades.
Sinceridade e respeito pelo outro são excenciais. Lembre-se que se você sofre, o outro pode estar sofrendo também (ou até mais). Não é simplesmente chegar a uma decisão sozinho, agir da maneira que decidiu agir e sequer conversar a respeito com o outro. Suas ações podem magoar muito e fazer com que o outro se sinta abandonado e descartável.
Não somos objetos que simplesmente podem ser deixados de lado quando não servimos mais ao outro. Temos coração, sentimentos. Então cuidado ao permitir que alguém se apaixone por você. Não trate jamais o coração de alguém de maneira leviana, abandonando-o quando achar que é melhor para você. Se tem o minimo de consideração por outro ser humano, explique, converse, ache uma solução, ouça o que o outro pensa e sente, pois ao querer se resguardar, você pode acabar fazendo em pedaços alguém que realmente ama você.
Em relacionamentos, não cabe egoísmo. Para amar verdadeiramente você deve estar preparado para, inclusive, abrir mão de sua auto-preservação, pois se o outro se entrega completamente a você, pondere com ele qual a melhor maneira de seguir adiante com o relacionamento. Ou então seja bem sincero e diga que não quer mais.
Coração dos outros é terreno onde ninguém pisa, e ao ser egoísta, você apenas estará magoando profundamente alguém que lhe quer bem.
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas“ – Antoine de Saint-Exupéry


Do que você tem medo?
Eu tenho medo de varias coisas. Desenvolvi meus medos durante a vida, com as experiências que tive. Acredito que com todo mundo seja assim. Quando crianças são poucas as coisas que tememos se pararmos para pensar. Até porque, na mais tenra idade, basta um colo de mãe, ou um abraço do pai, que tudo passa.
Aí passamos a conhecer a vida, os perigos dela, passamos a temer acidentes e etc. Mas os maiores medos, ao meu ver, são aqueles que ferem a alma. Medo de perder alguém que se ama, medo da solidão, medo de se ferir emocionalmente a tal ponto que a dor se torna física. Relacionamentos fracassados podem levar você a ter medo de se comprometer. E seu coração se fecha, a amargura vem.
Mas estas são fases. Nada mais natural querer se proteger depois de se ferir. Nada mais natural que criar barreiras e mecanismos de defesa para se preservar.
Por outro lado, barreiras muito rígidas podem fazer sofrer também. Medo aprisiona. Medo não nos torna nem mais fortes e nem mais fracos. Apenas reclusos. E, se, algo de bom na vida bate à sua porta, te convocando para viver, seu coração fica louco para soltar estas amarras e ser livre novamente, mas sua cabeça tende a apertar ainda mais estes grilhões.
Ninguém quer sofrer. Queremos todos ser felizes. Tudo muda todos os dias e em algum momento a amargura e o medo serão amenizados. E um dia, no momento certo, aquelas barreiras serão dissolvidas e talvez você possa vir a se entregar de corpo e alma a alguém que verdadeiramente cuidará em de você e que não te fará sofrer.










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